A nossa vida é um percurso que nunca pode ser vivido como uma pessoa só, temos sempre que ter alguém que nos acompanhe.
Se virmos o caminho da vida como uma estrada com altos e baixos, cheia de buracos e perigos que se escondem na vegetação que a rodeia, precisamos de alguém que esteja ao nosso lado para que não tenhamos medo! Mas, e quando nos deixamos cair num desses buracos quase sem fundo e, por coincidência ruim a pessoa que esteve quase sempre lá também teima em nos largar a mão e nos deixar cair sem saber bem para onde, como fazemos para resolver isso? Tentamos agarrar-nos ao pouco que resta e subir para voltarmos à superfície? Deixamo-nos cair para ver onde o buraco nos leva? E se aquilo for um buraco sem fundo onde cada vez tudo será pior? Ou gritamos, para que a outra pessoa nos consiga ajudar?
No meu caso, sem contar com a minha personalidade e experiências de vida, apenas contando com o que é moralmente aceite, escolheria a primeira ou a última perguntas. Mas se me perguntarem, qual é que eu escolheria, eu sem qualquer hesitação, responderia a primeira opção: agarrar-me ao pouco que resta e tentar voltar à superfície! E porquê? Porque à uns meses que tenho tido uma pessoa fantástica ao meu lado, a percorrer o caminho comigo, com altos e baixos, como todas as outras pessoas, mas eu não peço ajuda quando tenho problemas e, apesar de me considerar uma pessoa inteligente a nível sentimental, (ou seja, por muito mal que as coisas estejam a nível pessoal, não deixo que isso se transponha a nível profissional) deixo que isso afecte a nossa relação! E geralmente, acompanhando isso tudo, vem a famosa pergunta: “ o que é que se passa?”, pois, raramente tenho resposta para isso, e também não sei porquê! Talvez seja pelo facto de sempre ter contado só comigo e quando achava que podia contar com outro alguém, esse alguém parece que a tentar ajudar, metaforicamente, me punha o pé em cima da cabeça e tentava afogar-me ainda mais nos problemas, por isso mesmo agora, que ele é mais que fantástico e crescido para me ajudar a lidar com problemas, que à beira dos dramas dos outros são filmes para crianças, por tudo isso e mais alguma coisa, conto comigo mesma e com eu própria para resolver a merda que teima em meter-se à minha frente e barrar-me a passagem.
Sei que não está certo, mas também se só fizéssemos coisas acertadas, isto seria um mundo de barbies e não um mundo cruel que temos, em que os meios justificam os fins, nem que no meio disso tenhamos que ceifar a vida de alguém.
Contudo, ainda dá para ser feliz, até no meio da merda dos outros que temos que limpar, para que possamos ser inteiramente felizes! E agora perguntas-me tu, será que alguém é inteiramente feliz? Eu muito prontamente te vou responder: SIM!!! Eu já fui inteiramente feliz, e já fiz alguém inteiramente feliz também! Mas e agora, será que ainda consigo fazê-lo assim tão feliz como em tempos consegui? Pois, não sei, talvez provavelmente! É uma questão de tentar, mas não só de TENTAR, é preciso tentar CONSEGUIR! Que são coisas bastante diferentes! Na verdade, acho que tudo pode ser diferente e concretizável, e podemos ser novamente felizes a tempo inteiro, até mesmo com as controvérsias da vida! E passo a citar: “Acho que merecemos uma oportunidade :’$ “ fim de citação!
04.04.2011 23h08

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